Desde que fiz a mudança na minha estratégia de investimentos, perdi metade da minha rentabilidade.

O pior é que a ganhei ela como “amador” e perdi quando contratei um profissional.

Esse artigo pode evitar que você cometa o mesmo erro.

Ele está dividido em 3 partes:

  1. Por que mudei minha estratégia de investimentos?
  2. Por que deu tão errado?
  3. Como consertar?

Já adianto que, caso queira conhecer a minha alocação completa, pode baixá-la clicando neste link:https://gabrielmaciel.com.br/lp-alocacao-completa/

Por que mudei minha estratégia de investimentos?

Minha jornada como investidor começa em 2018, quando fui apresentado ao canal da Nathália Arcuri. Fiquei tão interessado em finanças, que 1 ano e meio depois passei na prova para me tornar um assessor de investimentos.

O problema era que meu gosto pelo assunto, crescia na mesma proporção da quantidade de ativos que investia. Eu investia em:

  • títulos do tesouro direto;
  • ações brasileiras e internacionais;
  • FII brasileiros e internacionais;
  • metais preciosos;
  • moedas estrangeiras;
  • criptomoedas; e,
  • derivativos (opções).

Cuidar de tudo isso custava muito tempo. E em poucos meses vi que não queria trabalhar como assessor de investimentos. Logo, não fazia sentido o tempo gasto com o assunto. Então, vendi TUDO e coloquei em fundos de investimentos.

Desta forma, teria mais tempo para focar na carreira, o pilar principal na construção de patrimônio.

Num fundo de investimento, um grupo de pessoas junta seu dinheiro e contrata um gestor profissional, para que ele escolha onde investir. Se você quiser saber mais detalhes sobre eles, pode ler esse artigo: https://gabrielmaciel.com.br/como-investir-em-fundos-de-investimento/.

Por que deu tão errado?

Em poucos meses de fundo, metade do dinheiro que tinha ganho como investidor 'amador' se foi. Claro, passamos por uma crise, mas mesmo com a recuperação da bolsa, o fundo não recuperou.

E aqui começam minhas considerações sobre fundos de investimentos:

  1. Falta de Controle: o fundo não vai tomar as mesmas decisões que você. Apesar de confiar na escolha dos ativos, o percentual em cada classe é o que faz toda diferença. E nisso, entendo que eles erraram a mão;
  2. O Paradoxo das Taxas: mesmo que os cotistas estejam perdendo dinheiro, o gestor vai ganhar sua taxa de administração. Mas é muito pior pagar o gestor apenas pela performance, pois se incentiva escolhas pouco saudáveis. O modelo tem suas falhas e, assumindo que você escolheu um bom fundo, faz parte viver com elas;
  3. Demora para resgatar o dinheiro: uma faca de dois gumes. Se discordo do gestor, mas só posso tirar meu dinheiro em 30 dias, perdi o timing da decisão. Por outro lado, se posso resgatá-lo no dia seguinte, o resgate em manada causado pelas crises prejudica todos os cotistas.

Não estou dizendo que todos os fundos de investimento são ruins. Há fundos excelentes, mas os problemas do modelo + minha realidade, faz com que eles não façam sentido para mim.

Como consertar?

O primeiro passo é óbvio, retomar o controle dos investimentos. Mas até nisso se precisa ter cuidado.

Exceto para pequenos valores, nunca resgate tudo de uma vez. Espalhe os resgastes ao longo de alguns meses, isso reduz o impacto de possíveis mudanças bruscas no mercado.

Um exemplo prático: imagine que você tem R$ 50 mil investidos. Resgate 5 mil a cada 10-15 dias. Isso não elimina os riscos do resgate, mas é a melhor maneira de diminuí-los.

Dinheiro em mãos?! Agora é decidir no que investir.

Vou explicar em mais detalhes como investia antigamente nos próximos parágrafos. Pode pular para os dias atuais caso, não queira saber. Eis os ativos:

  • Títulos do tesouro direto: investia em 5 títulos diferentes, Tesouro SELIC, Prefixado de médio e longo prazo; e, IPCA+ de médio e longo prazo;
  • Ações brasileiras: era tão complexo que seria um artigo único. Em super resumo, 80% da minha carteira ficava em empresas maiores e 20% em empresas menores;
  • Ações internacionais: só empresas mais consolidadas;
  • FIIs brasileiros: dividia em 3 partes, FIIs de tijolo, papel e mistos;
  • FIIs internacionais: só investia em FIIs de tijolo;
  • Metais preciosos: ouro e prata;
  • Moedas Estrangeiras: dólar e uma cesta de moedas fortes (euro, franco suíço,…)
  • Criptomoedas: 80% bitcoin e 20% altcoins
  • Derivativos (opções): opções fora do dinheiro para proteção em caso de quedas fortes da bolsa ou de alguma ação que subia muito.

Se você se cansou lendo, imagina efetivamente fazendo a gestão... Simplesmente insustentável.

O segundo passo é simplificar. Começamos eliminando o excesso.

Eliminei FIIs, moedas estrangeiras, metais preciosos e todos os títulos do tesouro direto, exceto o SELIC.

  • Mantive apenas o SELIC, para focar na parte que traz mais rentabilidade à carteira, a renda variável.
  • As moedas saíram, pois a maioria dos governos imprimiu tanto dinheiro recentemente, que não vejo grande utilidade.
  • FIIs nacionais, pois entendo que ações tem um risco X retorno melhor.
  • FIIs internacionais, porque é muito complexo de acompanhar.

Excesso eliminado, hora de simplificar o que sobrou:

  • Para ações brasileiras e internacionais, quero buscar o mesmo racional de 80/20, todavia com um foco específico em empresas que distribuem dividendos. Essa nova estratégia vai ganhar um artigo único, mas percebi que esse tipo de ações são as melhores para minha realidade.
  • Nas criptomoedas, vou parar de escolher criptos em específico e focar em ETFs. Assim, me exponho ao setor todo, sem muito esforço.

Com isso, chegamos a minha nova carteira de investimentos. Caso queira saber o percentual que invisto em cada tipo de ativo, basta se cadastrar nesse link: https://gabrielmaciel.com.br/lp-alocacao-completa/

PS. No mundo dos investimentos, temos que fazer escolhas. O dinheiro investido na empresa A, não pode ir à empresa B. Escolher uma estratégia significa renunciar a outra.

Decidi renunciar uma rentabilidade (possivelmente) maior, para ter mais controle sobre os investimentos e tempo para minha carreira. Você precisa fazer a sua escolha.