Hoje (20/12/21) 1 BTC vale aproximadamente 260 mil reais. Há três anos ele estava na casa dos 3 mil.

Apesar de ter sido um tremendo investimento, não temos mais como aproveitá-lo, é improvável que ele vá passar por uma valorização tão grande novamente.

Mas a questão é a seguinte, estamos vivendo uma revolução digital e entender o Bitcoin vai te dar uma vantagem clara para realmente ganhar dinheiro com as próximas inovações.

A grande questão é, como toda inovação, alguns conceitos são novos, e nem todos entendem exatamente como as criptomoedas funcionam na prática.

Por isso, trago esse artigo que vai te explicar de maneira extremamente simples o que é, e como funciona o Bitcoin.

Imagine que eu e você estamos sentados num parque tendo um piquenique. Eu tiro uma maçã da minha mochila e te dou.

Eu tenho 0 maçãs e você tem 1.

Qualquer pessoa consegue entender isso, e não há nenhuma necessidade de chamar o seu tio Jorge, que é um juiz famoso, para confirmar que efetivamente eu te entreguei algo.

Neste momento, minha maçã está fisicamente contigo, ou seja, você tem total controle sobre o que acontece com ela (Ex. comer, guardar, dar para outra pessoa,...).

Agora guarde isso em mente, aqui vem o mais importante, eu não consigo te dar mais uma maçã, se na minha mochila não tem mais nenhuma, e se você der aquela maçã para outra pessoa, você não pode devolvê-la pra mim.

Faz sentido? O princípio é simples, só posso dar o que tenho. No mundo físico, esse tipo de troca vale para qualquer coisa, inclusive, dinheiro.

Vamos sair do mundo físico, e entrar no digital.

Vou enviar esta maçã aqui de cima para você.

Esta “maçã digital” é um arquivo .jpeg que está no meu computador, se eu a enviar a você, posso enviar para meu primo João também?

A resposta é sim, não teria nenhum impedimento físico ou digital para isso ocorrer.

Troquemos a maçã da nossa história por dinheiro, entramos num problema chamado “o problema do gasto duplo”, pois a mesma pessoa poderia enviar a mesma nota digital - ou no nosso exemplo, a maçã - para várias pessoas.

Como se resolve o problema do gasto duplo?

Até pouco tempo, a melhor maneira para resolver esse problema foi criar um livro registro. Ou seja, alguém, como um banco e/ou banco central, seria responsável por garantir que o dinheiro fosse gasto apenas uma vez; logo, todas as transações ficariam registradas num livro registro digital, assim resolvemos um problema, mas criamos outro.

Não me entenda mal, esse sistema é legal, você traz um intermediário de confiança que vai garantir que todo o sistema funcione. Só há um problema, o que acontece se esse intermediário não for tão seguro quanto tínhamos antecipado? E se ele decidir criar mais “dinheiros” pra ele? Alguém poderia impedir?

Até recentemente não havia outra solução, mas em 2009 descobriram o que fazer.

E se todo mundo tivesse uma cópia do livro registro que fosse atualizada automaticamente?

Agora veio uma hipótese interessante, se todos tem uma cópia, e a cada transação ela se atualiza sozinha, ninguém poderia inventar mais dinheiro; afinal, todos os livros deveriam estar iguais, se você apresenta o seu modificado, para saber se estava certo ou não, seria só olhar para os livros das outras pessoas, e logo ninguém acreditaria que ele era válido.

E mais, todo o sistema do livro e como ele faz os registros é transparente, ou seja, qualquer um poderia olhar se o sistema está funcionando bem e como ele funciona.

Mas para todo esse sistema funcionar a gente precisaria de poder de computação, então quem sabe a gente entrega recompensas a quem fizer o trabalho de preencher os dados no livro? Seria bom, não? Assim o sistema seguiria funcionando e ninguém poderia interferir.

O Protocolo do Bitcoin

Apesar de simplificado, todo esse sistema que contei já existe, e é o protocolo do Bitcoin.

Algumas coisas que deixei de fora:

  1. Quando o protocolo foi criado, foi definido um limite de quantos bitcoins poderia existir (21MM);
  2. Para criar esses bitcoins, é preciso de poder computacional, igual para realizar transações;
  3. O protocolo é open-source, ou seja, qualquer pessoa pode olhar o código e auditá-lo;
  4. Porque o livro registro é público e descentralizado, não há necessidade de um banco garantir a integridade, isso significa que, não precisa ter um terceiro responsável por conferir se eu não enviei o mesmo bitcoin duas vezes, porque o protocolo dele torna bens digitais, “físicos”, no sentido que não podem ser usados mais de uma vez.

Referências:

https://www.freecodecamp.org/news/explain-bitcoin-like-im-five-73b4257ac833/